Declaração de Cuba perante a Assembleia Geral da ONU

Cuba defende soberania nacional e aposta no diálogo como solução para conflitos internacionais


 ASSEMBLEIA GERAL DA ONU 2026 PRIMEIRO DIA— Em seu discurso de abertura na Assembleia Geral da ONU simulada, a delegada de Cuba destacou a importância da soberania nacional, da autodeterminação dos povos e do fortalecimento do multilateralismo diante dos desafios enfrentados pela comunidade internacional.

 Ao abordar o tema “Soberania Nacional versus Intervenção Internacional: os limites da atuação das grandes potências”, a representante cubana afirmou que o cenário global atual é marcado por conflitos armados, disputas geopolíticas, sanções econômicas e crescentes tensões entre Estados. Segundo ela, esse contexto torna necessário refletir sobre os limites da atuação internacional sem comprometer a independência e a autonomia das nações.

 Durante o pronunciamento, a delegada ressaltou que a soberania nacional deve ser entendida como um direito fundamental de todos os países, independentemente de seu tamanho, poder econômico ou influência política. Para Cuba, o respeito à igualdade soberana entre os Estados é um dos pilares da ordem internacional e das relações baseadas na cooperação.

 A representante também argumentou que intervenções externas e medidas coercitivas frequentemente produzem impactos significativos sobre populações civis e podem contribuir para o agravamento de crises políticas, econômicas e humanitárias. Nesse sentido, defendeu que o diálogo e a diplomacia devem prevalecer sobre ações unilaterais.

 Ao longo do discurso, Cuba reafirmou seu compromisso com os princípios da não intervenção, da resolução pacífica de controvérsias e da autodeterminação dos povos. A delegada destacou ainda que a cooperação internacional continua sendo fundamental para a promoção da paz e da segurança global, desde que conduzida por meio do respeito ao direito internacional e às instituições multilaterais.

 Entre as propostas apresentadas, a representante defendeu o fortalecimento dos mecanismos diplomáticos de mediação de conflitos, a ampliação do papel da Assembleia Geral na construção de consensos internacionais e a busca por soluções coletivas que respeitem a integridade territorial e a independência política dos Estados.

 Encerrando sua fala, a delegada afirmou que a paz duradoura só poderá ser alcançada por meio do diálogo, da cooperação e do respeito mútuo entre as nações, defendendo que a comunidade internacional trabalhe de forma conjunta para enfrentar os desafios do século XXI.

 Confira abaixo o discurso de abertura completo:



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